A proatividade é, sem dúvida, um dos comportamentos mais cobiçados por empresas, recrutadores e gestores. Num mercado cada vez mais competitivo e marcado por períodos de instabilidade, ela se tornou quase sinônimo de talento profissional. Mas, de tão valorizada e repetida, a palavra acabou perdendo parte do seu significado.
Há quem confunda os conceitos e chame de "proativa" a pessoa que toma a iniciativa de resolver um problema já instaurado. Esse comportamento é valioso para qualquer organização, mas tem outro nome: reatividade — o ato de reagir depois que algo acontece. Justamente o oposto da proatividade.
Ser proativo é antecipar. É evitar ou resolver um provável problema antes mesmo que ele surja. E, na mesma medida, é enxergar e agarrar oportunidades antes dos outros.
Em momentos de crise, vale lembrar a frase atribuída a William George Ward:
"O pessimista queixa-se do vento, o otimista espera que ele mude e o realista ajusta as velas." — William George Ward
Mário Sérgio Cortella vai além ao descrever o proativo:
"O bom navegador não espera o vento oportuno, ele vai atrás. A audácia lhe coloca uma condição: é preciso ser capaz de antecipar. Antecipar é diferente de adivinhar. Antecipar está no campo do planejamento e da ciência, enquanto adivinhar está no reino da magia. A pessoa que não perde a oportunidade se caracteriza pela capacidade proativa — diferentemente daquele que só quer adivinhar e é, portanto, reativo." — Mário Sérgio Cortella
Planejar a longo prazo, no fim das contas, é a forma mais concreta de proatividade: é ajustar as velas antes que o vento mude.